ALERTA: Onda de calor faz Inmet emitir alerta para risco de morte em parte do Brasil

ALERTA: Onda de calor faz Inmet emitir alerta para risco de morte em parte do Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de "grande perigo" até a próxima sexta-feira (9). De acordo com o Instituto, há risco de morte por hipertermia em grande parte da região Centro-Oeste e no estado do Tocantins, no Norte do país.

Segundo o Inmet, as temperaturas registrarão 5ºC acima da média na região, por mais de 5 dias consecutivos. O aviso registra alerta para as seguintes áreas: Distrito Federal, Centro Sul Mato-Grossense, Nordeste Mato-Grossense, Norte Mato-Grossense, Sudeste Mato-Grossense, Sudoeste Mato-Grossense, Centro Goiano, Leste Goiano, Sul Goiano, Norte Goiano, Noroeste Goiano, Sudeste Tocantinense, Sul Tocantinense, Oeste Tocantinense.

O alerta foi emitido para que as pessoas tenham cuidados redobrados com a saúde nos próximos dias. Em caso de emergência, o Inmet recomenda que a população contate a Defesa Civil (telefone 199). Algumas recomendações devem ser seguidas no período. Entre elas, evitar a prática de atividades ao ar livre entre 10 horas e 17 horas, usar protetor solar e aumentar a ingestão de líquidos. Crianças e idosos precisam de atenção especial.

Calor no DF

No Distrito Federal há chances de chuva somente a partir do próximo sábado (10). No último domingo (4), foi registrado recorde de temperatura em 2020, de 36,7°C, e segundo o Inmet, há chances de o Distrito Federal atingir novas máximas nesta semana.

São Paulo

A Defesa Civil de São Paulo também emitiu um aviso para as fortes ondas de calor que se aproximam do estado. O Inmet alerta para perigos de incêndios florestais e risco de morte por hipertermia.

As temperaturas na região metropolitana de São Paulo, no litoral norte e algumas cidades do interior, como Sorocaba, Campinas, Itapeva, Franca e Serra da Mantiqueira, poderão variar entre 30° e 39°. Para esta terça (6), a previsão na Grande SP é chegar à máxima de 37°.

Outras cidades do interior, como Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília, Presidente Prudente, Araraquara e Barretos, poderão ultrapassar os 40°.

À CNN, o meteorologista Mamedes Luiz Melo, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explicou que a onda de calor é resultado de "um conjunto de fatores". "Pode ser queimadas  e esse período muito longo sem chuvas, então isso começa a fazer com que a temperatura aumente", disse ele.

Segundo o especialista, isso pode levar a novos recordes de temperatura nesta semana. "Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e até o oeste de São Paulo vão sofrer essa semana com aumento de temperatura incrementado com onda de calor", acrescentou.

Por fim, Mamedes informou que a tão desejada chuva deve ser pontual e apenas em regiões do MS nesta semana. As mais intensas devem ocorrer a partir do dia 10, no Centro-Oeste, aumentando entre dias 11 e 12.

Classificação do Inmet

O Inmet divide sua classificação de avisos meteorológicos em quatro nível (e cores), de acordo com a severidade.

O primeiro nível (verde) é aplicado quando não há previsão de eventos anormais, ou seja, quando a situação meteorológica não inspira cuidado/atenção.

O segundo nível (amarelo) vale para situações de perigo potencial. Nesses casos, o Inmet recomenda que as pessoas se mantenham informadas sobre as condições meteorológicas previstas e não corram risco desnecessário.

O terceiro nível (laranja) diz respeito a situações de perigo. Neste caso, o instituto diz que as pessoas estar atentas para evitar exposição a riscos inevitáveis e devem seguir conselho das autoridades.

O quarto e último nível (vermelho), o atual em grande parte da região Centro-Oeste e no Tocantins, é aplicado para momentos de grande perigo.

“Estão previstos fenômenos meteorológicos de intensidade excepcional (...) grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana”, diz a classificação. Além de seguir os conselhos das autoridades o Inmet recomenda que as pessoas se preparem para “medidas de emergência”.(CNN)

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