Bolsonaro diz que governo não atuará para baixar o preço da carne

Bolsonaro diz que governo não atuará para baixar o preço da carne

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado que não vai interferir no preço da carne bovina, que no mercado atacadista teve alta média de 22,9%. Segundo ele, é o mercado quem define o preço do produto. Ele, no entanto, disse acreditar que o preço do produto deve baixar.

“Quero deixar bem claro que esse negócio da carne é a lei da oferta e da procura. Não posso tabelar, inventar. Isso não vai dar certo”, disse o presidente na chegada ao Palácio do Alvorada, após viagem a Resende (RJ), onde participou da inauguração da 8ª cascata de ultracentrífugas, na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN).

“Tivemos uma pequena crise agora [no preço da carne] mas vai melhorar. A carne aqui, internamente, daqui a algum tempo, acho que vai diminuir o preço”, completou, dirigindo-se a um dos populares que o aguardavam no local.

No fechamento de novembro, o aumento nos preços da carne bovina desossada no mercado atacadista foi de 22,9% na média de todos os cortes pesquisados, de acordo com a Scot Consultoria.

Já os preços da carne bovina vendida em supermercados e açougues de São Paulo registraram uma alta de 8%, na média de todos os cortes, segundo a consultoria. No Paraná a alta também foi consistente, 3,5%. Já no Rio de Janeiro e em Minas Gerais as variações foram mais tímidas, de 0,2% e 1%, respectivamente. (Agência Brasil).

'Daqui a um tempo acho que vai diminuir', diz Bolsonaro, sobre preço da carne (no Estadão)
O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou acreditar que o preço da carne vai diminuir "daqui a um tempo". A declaração foi dada enquanto falava com turistas na entrada do Palácio da Alvorada, neste sábado, 30.

Um dos turistas, que se identificou como pecuarista, agradeceu a Bolsonaro pelo preço da arroba do boi e afirmou que isso iria entrar para a história.

A carne bovina sofreu forte reajuste nas últimas semanas, chegando ao segundo preço mais alto desde o Plano Real.

"Mas a carne, aqui, internamente, daqui a um tempo acho que vai diminuir o preço", ponderou Bolsonaro ao pecuarista. "É a lei da oferta e da procura", afirmou na sequência aos turistas.

Ele citou que, ao abater matrizes de gado, a tendência era faltar carne e o preço aumentar. "Tivemos uma pequena crise agora no preço da carne, mas vai melhorar."

Na última quinta-feira, 28, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que o preço da arroba do boi gordo, que em São Paulo teve aumento real de 35% em um mês, não vai mais retornar ao patamar anterior.

Neste sábado, 30, Bolsonaro falou aos turistas que não pode tabelar o preço do produto. "Eu não posso tabelar e inventar. Não vai dar certo."

O efeito do preço da carne vermelha, que subiu mais de 35% em um mês em São Paulo, no valor da carne de frango e do peixe está sendo analisado de perto pelo governo. A avaliação é de que a inflação de outras carnes seria um movimento natural de livre mercado, ou seja, com o aumento da procura por frango e também por peixe, é de se esperar que haja reajuste nos preços desses itens, principalmente nesta época de fim de ano.

No Ministério da Agricultura, a análise é de que o preço da carne vermelha deverá se estabilizar em um patamar de preços influenciado diretamente pelo custo internacional da proteína. Hoje, o preço da arroba do boi gordo - o equivalente a 15 quilos de carne - oscila entre US$ 40 e US$ 50. Se considerada a cotação desta sexta-feira, 29, com o dólar a R$ 4,23, chega a um preço de até R$ 201 pela arroba do boi.

Nesta semana, em São Paulo, a arroba, que era vendida até o mês passado por R$ 140, em média, chegou a ser negociada por R$ 231 (algo em torno de US$ 54). Isso leva o governo a crer que haverá, depois da "euforia" com as importações chinesas, uma "acomodação" do preço no mercado nacional, mas sem retornar ao patamar anterior.

Na quinta-feira, 28, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que, além do efeito das exportações, é preciso considerar fatores internos, como o preço nacional cobrado pelo pecuarista, que estava sem reajuste há três anos, além da seca prolongada, que mexeu com a produção do boi gordo. "Sabemos que essa situação decorre de uma conjuntura de fatores. Agora, a arroba não vai baixar mais ao patamar que estava", disse.

Frango

A ministra ainda brincou com repórteres quando foi questionada se estava consumindo carne vermelha, Tereza Cristina respondeu: "Estou comendo frango. Agora, é só frango".

O mercado chinês tem apresentado uma variação brusca de preços. A tonelada da carne, que estava sendo exportada ao país asiático pelo preço médio de R$ 7 mil, já é negociada em R$ 6 mil.

O governo refuta qualquer risco de desabastecimento de carne no mercado nacional. O País tem hoje um rebanho de 215 milhões de cabeças de gado, ou seja, há mais bois no pasto que cidadãos no Brasil.

Na avaliação de economistas, a alta não só da carne bovina como de outras mercadorias agrícolas - como feijão (de 38,1%, no atacado, até a metade de novembro), café (5,6%) e frango (3,2%) - deve colaborar para uma aceleração da inflação nos próximos meses. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo). (NotíciasAgrícolas)

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