Servidores estaduais são impedidos de trabalhar por não apoiarem João Oliveira em Presidente Kennedy

Servidores estaduais são impedidos de trabalhar por não apoiarem João Oliveira em Presidente Kennedy

Por Luís Poeta

Servidores Estaduais de Presidente Kennedy denunciaram que coordenadores da campanha de João Oliveira (PTB) estão ameaçando as pessoas que não aderem à sua campanha eleitoral e impedindo-os de ocuparem seus postos de trabalho, alegando que foram exonerados dos cargos contratados pelo Governo do Estado.

Uma das servidoras, contratada pelo Governo do Tocantins, denunciou que recebeu visitas de partidários do candidato da oposição, mais precisamente do Coronel Reformado da Polícia Militar de Goiás, Antônio Barbosa Filho, em sua casa ameaçando-a de exonerá-la do seu cargo caso a mesma não manifestasse seu apoio à João Oliveira

A servidora afirma ainda que foi impedida de trabalhar em seu posto de serviço, onde alegaram que seu contrato havia sido rescindido com o Estado do Tocantins, no entanto, a profissional não recebeu nenhuma confirmação por parte do Governo Estadual, ou qualquer documento como extrato de rescisão ou publicação da sua exoneração nome do Diário Oficial do Estado do Estado do Tocantins. 

O contrato da servidora tem vigência até março de 2020, onde no caso de rescisão deveria ter uma causa justificável para a ação de interrupção do contrato de serviço.

A servidora entrevistada afirmou que “possivelmente o Estado do Tocantins não tenha conhecimento da prática de perseguição empreendida pelos colaboradores de João Oliveira. Que afirma ser o candidato do Governador em Presidente Kennedy.”

Além da servidora que denunciou a prática, outros servidores também confirmaram que partidários do candidato da oposição estão coibindo os servidores para que manifestem apoio à sua campanha sob a pena de perderem o emprego, que são fonte de renda das famílias kennedyenses, entre os colaboradores de João Oliveira, está o filho do Coronel Antônio Barbosa Filho, o Coronel da Polícia Militar do Tocantins Márcio Antônio Barbosa, que usando o seu cargo de Chefe do Estado Maior para beneficiar a campanha do Petebista à Prefeitura de Presidente Kennedy também realizou visitas a servidores públicos com o intuito de fazer com que os servidores adiram à campanha do seu candidato.

João Oliveira é investigado pela Polícia Federal por ter recebido R$ 2,5 milhões para renunciar ao cargo de vice-governador em abril de 2014, de acordo com o empresário Rossine Aires Guimarães, dono de uma construtora que fazia parte de um esquema que desviou milhões dos cofres estaduais. Ele apresentou comprovantes e afirmou que fez o pagamento pessoalmente, mesmo assim,  de acordo com populares, o Coronel Márcio Antônio Barbosa, insiste em ser submisso ao candidato, que ofendeu a corporação militar com um vídeo veiculado na internet e Redes Sociais, acusando policiais militares de “cometerem um assassinato” contra um morador de Presidente Kennedy durante o cumprimento do dever.

Essa prática de perseguição é uma maneira de coibir a livre manifestação política do cidadão.

 

Outro lado

Ouvido pelo Correio do Bico, o Coronel Márcio Antônio Barbosa de Mendonça, negou as denúncias afirmando que não teve contatos com ninguém do Município além dos seus familiares, e também disse que não visitou ou coibiu nenhum dos funcionários do Estado do Tocantins, ou que usou seu cargo para beneficiar a campanha de nenhum dos candidatos a prefeito da cidade.

O Coronel Márcio Antônio Barbosa de Mendonça disse que não tem vínculos políticos locais e que passa em Presidente Kennedy quando vai à sua propriedade em Tupiratins.

Afirmou que a briga política entre o ex-vice-governador João Oliveira e o atual prefeito de Presidente Kennedy Ailton Francisco da Silva está prejudicando a vida de muitas pessoas e que não tem colaborado com essa pratica, de nenhum dos lados.

Afirmou ainda que irá mover ação para apurar tais denúncias contra a sua pessoa e que vai se manifestar judicialmente sobre o assunto.

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